Quase todo mundo já ouviu falar sobre a importância de se proteger do sol, principal causador do câncer de pele. Entretanto, poucas pessoas seguem a risca essa dica e o câncer de pele continua sendo é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2010 serão 5.930 novos casos da doença em todo o Brasil, sendo 2.960 em homens e 2.970 em mulheres.
Ao todo, são três os tipos da doença: o carcinoma basocelular (menos grave e mais frequente), o carcinoma espinocelular (segundo tipo mais comum) e o melanoma, que representa apenas 4% desse tipo de neoplasias malignas. “Entretanto, é considerado um dos mais graves por causa da alta possibilidade de metástase”, explica a dermatologista Patrícia Gaspar, do Hospital Meridional.
Os principais sinais da doença são crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida; pinta preta ou castanha que muda de cor ou textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; e mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
A médica ressalta, ainda, que esse tipo de neoplasia é mais comum em pessoas com a pele clara e com mais de 40 anos. “Esses devem ser mais cautelosos por serem mais sensíveis aos raios solares”.
A melhor forma de prevenção é evitar a exposição ao sol sem proteção, com chapéu, guarda-sol, óculos escuros e protetores solares com FPS (fator de proteção solar) de no mínimo 15 durante atividades ao ar livre. Além disso, evitar o sol entre 10 e 16 horas, quando os raios ultravioletas são mais intensos, portanto, é importante. “Mas o sol não é o único risco. A doença também pode ser causada pelo contato com produtos químicos, como o arsênico, e heranças genéticas”, conta Patrícia.